Muito se fala em "mobilidade urbana", mas na hora de fazer melhorias que realmente previnam as péssimas condições de tráfego em Florianópolis, principalmente no período de verão, as decisões são lentas. Cercadas de muita burocracia as resoluções andam devagar, a revelia da necessidade dos moradores locais e também dos turistas que aqui vêm passar férias.
A Estrada Cristóvão Machado de Campos, no morro da Vargem Grande, é um exemplo disso. Esta via, por onde passam muitos carros e motos diariamente, significa um atalho de oito quilômetros para os moradores do Rio Vermelho que vêm do centro e do sul da ilha. Em toda a estrada há iluminação pública e também trechos asfaltados no início dos dois acessos - pela Rodovia João Gualberto Soares e pela SC 403. Porém, na maior parte da via há buracos, pedras e muita poeira. Os motoristas, sem exceção, reclamam das péssimas condições da estrada que resulta em danos ao veículo além de não oferecer segurança.
![]() |
| Asfalto ruim no início da pista |
Consultada sobre a possibilidade de pavimentação desta Estrada, a Secretaria Municipal de Obras garantiu que a iniciativa consta do plano diretor do município, mas deve ser executada somente no futuro. "Não há previsão de quando isto será feito, pois se a obra for realizada sem o conceito adequado pode incentivar invasões. O projeto também exige cuidados a fim de não potencializar o fluxo de veículos no local", diz o secretário de Obras, engenheiro Rafael Hahne.
Enquanto a obra não acontece a secretaria procura manter em dia, na medida do possível, as condições da Estrada Cristóvão Machado de Campos para o tráfego de veículos. Volta e meia solicita à intendência do bairro que realize vistorias e manutenções no local. "Reconhecemos a importância deste trecho para a mobilidade, porém, para uma futura drenagem e pavimentação terá de ser solicitado um estudo e projeto rigorosos, em decorrência do impacto ambiental que o local sofrerá com a pavimentação da via pública", explica Hahne.
Há boa vontade e preocupação, sem dúvida, em manter ambas as partes satisfeitas - moradores que já habitam na região e condutores de veículos, principalmente moradores do Rio Vermelho, que optam pelo trajeto - mas é preciso que a secretaria esteja atenta, por meio de fiscalização rigorosa, à proliferação de casas no local que igualmente acabam por interferir no meio ambiente causando o tão temido efeito negativo.
![]() |
| Portão se abre para lugar nenhum |

