É
grande o número de cães e gatos soltos no Rio Vermelho e o problema
que atinge o bairro também assola a ilha, que tem cerca de 15 mil
animais, entre desabrigados e semi-domiciliados
Não
é preciso percorrer longas distâncias para perceber que no Rio
Vermelho há muitos animais nas ruas. As vias cheiram a fezes... Fato que além de ser uma ameaça à saúde da
população devido a falta de higiene geral, causa transtornos pelo barulho destes animais. No caso dos cães, há sessões de uivos que apesar de
perturbarem não chegam a ser um incômodo grave, este fica por conta
dos latidos incansáveis, que por vezes varam a madrugada sem que o
proprietário interfira, no caso dos animais de estimação. Já os
gatos não castrados alardeiam miados e gritos noite afora.
E,
incrivelmente, parece que há um pacto de silêncio entre os
moradores e ninguém reclama, todos parecem dormir a sono dos justos.
Porém, quando chega o dia e os vizinhos se encontram, muitos
comentam sobre o descontentamento com a situação. Mas não sabem a
quem e nem a que órgão recorrer. “Reclamar para quem?”, no caso
dos vira latas de rua, ou “recorrer a quem?”, quanto aos cães
que possuem dono, mas parece que não têm. Há algum tempo circulou
no Facebook uma petição a favor da criação de uma Delegacia para
Animais na cidade de Florianópolis. A ideia é excelente e, sem
dúvida, trata-se de uma solução que, além de auxiliar os animais,
trará benefícios sanitários à população.
Recurso disponível
Há
oito anos a prefeitura de Florianópolis criou a Coobea –
Coordenadoria do Bem-Estar Animal – para junto com a comunidade
auxiliar os animais, por meio de atendimentos clínicos de urgência
e prevenção, e cirúrgico (castração). Assim passou a atuar em
uma área onde muitos cidadãos, conhecidos como protetores de
animais, já militam há anos. “Nossos maiores parceiros, que de
fato nos auxiliam no trabalho com estes animais, são os protetores
independentes, que hoje somam cerca de sete mil em Florianópolis”,
conta o diretor do Bem Estar-Animal, Eduardo Cavallazzi.
Ele
diz que em 2013 a carrocinha de castração da Coobea efetuou a
cirurgia em 368 animais provenientes do Rio Vermelho; sendo que as
castrações realizadas na ilha totalizaram 3,5 mil. Para 2014 está
programada a colocação de microchips em todos os animais sem
domicílio residentes em Florianópolis. “Estaremos no Rio Vermelho
na última semana de janeiro”, avisa Cavallazzi.
O
serviço da Coobea prioriza atendimentos para animais em situação
de risco iminente tais como: atropelados, portadores de bicheira,
sequelas etc. Casos de emergência não carecem de horário
pré-definido. Já os casos de castração e atendimento clínico vão
sendo feitos pela ordem de chegada. A coordenadoria atende de segunda
a sexta-feira das 8h às 17h. O local abriga atualmente 130 cães e
quatro gatos para adoção; todos devidamente vacinados,
desvermifugados e castrados. Informações pelo telefone (48)3237-6890.













