sábado, 18 de outubro de 2014

Não deixe o lixo na calçada

Lixo não recolhido, sacos de dejetos empilhados em frente à residência são coisas que incomodam e irritam qualquer pessoa. Porém, mais uma vez isto aconteceu em algumas ruas do Rio Vermelho neste sábado (18), quando o caminhão da Comcap não passou e o lixo ficou a deriva. Segundo informações da assessoria de imprensa da Comcap, somente na próxima terça-feira será feita a coleta. Até lá é importate que os moradores mantenham os sacos de resíduos dentro das lixeiras ou, os que tiverem, em contentores, a fim de preservar a limpeza e a ordem nas vias.

A Comcap informou ainda que o transtorno ocorreu devido a uma exigência do Sindicato dos Garis que, em acordo coletivo, definiu a necessidade de que cada caminhão circule com três garis. A falta de um destes profissionais em um dos quatro roteiros existentes para a coleta de lixo no Rio Vermelho, exigiu que outro gari fizesse a substituição e tal manobra atrasou o roteiro do caminhão fazendo com que 80% do percurso ficasse sem coleta.

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Calçadas são alvo de fiscalização pela prefeitura de Florianópolis


Há 51 anos o município de Florianópolis dispõe da Lei das Calçadas http://cm.jusbrasil.com.br/legislacao/1016660/lei-605-63. Na segunda quinzena do mês de setembro deste ano a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimeto Urbano (SMDU) comunicou os proprietários e inquilinos de imóveis, cujas calçadas estejam em desacordo com os padrões estabelecidos, sobre a necessidade de providenciarem seus passeios sob pena de receberem uma multa de R$ 1,8 mil.
 
Os moradores de uma das mais importantes e problemáticas ruas de acesso e tráfego no Rio Vermelho, a Cândido Pereira dos Anjos - com grande movimento de veículos (caminhões, ônibus, carros), pedestres, bicicletas, carroças e cavalos, com seus respectivos cavaleiros bem apressados no comando da rédea - não poderão mais fugir à regra e terão de se adequar aos padrões da velha lei, colocada em prática mais uma vez de maneira rígida. Segundo informações da SMDU, por determinação do Ministério Público de Santa Catarina, todos os proprietários de imóveis têm de concluir as obras de implantação de calçadas na parte frontal de suas propriedades, sob pena de pagar multa. Na Cândido Pereira dos Anjos foram notificadas 189 residências, casas comerciais e haras que tem até 30 de novembro para cumprir a determinação. No caso de descumprimento da lei e não pagamento da multa, esta terá o seu valor dobrado e se novamente não for paga será posta em dívida ativa sujeita a cobrança judicial. 

Algumas situações esdrúxulas na via: pedestre não tem espaço, cercas avançam excessivamente, cavalos e cavaleiros são risco iminente, usuários de ônibus aguardam o coletivo em meio a muito mato...
 
Para muitos residentes no entorno e em servidões próximas à rua Cândido Pereira dos Anjos a determinação é muito bem vinda. "Bem feito, quem sabe com calçadas em toda a extensão da rua as pessoas utilizem o espaço para trafegar e corram menos risco de vida", comenta a costureira Rosália Bezerra, que tem um ateliê de costura no "Travessão". A cuidadora de cães e gatos, Ana Paula Ely, também comemora o cumprimento da legislação, "pessoas e animais terão espaço para caminhar, o que hoje é bem restrito nesta rua super movimentada", diz.

Obras irregulares - A SMDU avisa que o trabalho de melhoramento do espaço urbano em Florianópolis inclui também fiscalização rígida e punição devida a obras irregulares. No ano passado o órgão emitiu 2.190 autos de infração a responsáveis por obras que não estão de acordo com o plano diretor local. Em 2012, 1.339 residentes foram comunicados neste sentido e no ano anterior 1.617.
Muro engoliu poste de iluminação pública
"Não basta apenas ter um Plano Diretor atual e moderno, é preciso respeitá-lo", diz o secretário da pasta, Dalmo Vieira Filho. A fiscalização é feita por 18 fiscais do setor de fiscalização de obras da SMDU, que percorrem os bairros a fim de detectar irregularidades. Os moradores que desejarem entrar em contato com a equipe de fiscalização podem ligar para o telefone 3251-4951 ou entrar em contato pelo site http://www.pmf.sc.gov.br/ouvidoria

A compra de um terreno em Florianópolis também requer muita atenção por parte do comprador, que deve exigir escritura e consulta de viabilidade, esta podendo ser requerida no Pró-Cidadão. No PC o futuro residente entrará com o pedido de aprovação do projeto e, na sequência, do alvará do imóvel. Conforme informações da SMDU, em 2013 foram demolidas 34 obras que não atendiam às exigências previstas na legislação.

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brincando como antigamente

 
 
Que adulto não lembra com carinho as brincadeiras da infância? A oportunidade para matar a saudade e brincar com os filhos, amigos e com outras crianças é neste domingo, dia 12 de outubro - Dia Nacional da Criança - no terreno da Capela Santa Rita, entre as servidões Caminho das Orquídeas e Caminho do Arvoredo. Traga seus filhos e participe desta grande festa, que começa as 14 horas.

O desafio de trafegar sem faixas de segurança

Acidentes, muitos transtornos e até atropelamentos não são novidade na rua Cândido Pereira dos Anjos. Os fatores que contribuem para criar esta realidade são muitos e não há alternativas fáceis e disponíveis para sanar tantos problemas. Mas uma iniciativa básica a ser tomada é manter claras e bem definidas as faixas de trânsito em linha contínua, que indicam proibição de ultrapassagem, regra prevista no Código de Trânsito Brasileiro e do conhecimento de qualquer motorista que tenha passado pela autoescola. Porém, como é possível respeitar algo que não existe? Ou seja: a faixa dupla, que indica impossibilidade de ultrapassagem entre veículos, inexiste ou está muito apagada e com a pintura gasta em quase metade da rua Cândido Pereira dos Anjos. Este é só um exemplo, pois certamente o problema se repete em outras ruas no Rio Vermelho...

De acordo com informações do setor de trânsito do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), a falta de conservação das faixas ocorre em função de problemas internos no instituto, um deles é a posse da nova diretoria, mas os trabalhos devem ser retomados em breve. O IPUF possui, inclusive, estudos para definir como será feita a manutenção e pintura destas faixas em todas as regiões de Florianópolis. O trabalho sempre inicia pelas áreas povoadas por escolas e creches. Em segundo lugar vêm os locais com maior fluxo de veículos e pedestres, no Centro, e finalmente os bairros em geral.

Resta aguardar e torcer para que os trabalhos sejam retomados logo, e com as novas faixas claras e bem definidas possa haver uma diminuição dos transtornos e acidentes nas vias. O ideal seria que as faixas de trânsito em linha contínua nunca perdessem a cor, nem a validade, pois apesar de "presumíveis" elas inexistem aos olhos dos condutores que trafegam pela Cândido Pereira dos Anjos e são motivo de muitas e constantes imprudências.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A espera de pavimentação

 
 
A Servidão Manoel Pedro Teixeira é um entre tantos casos semelhantes no Rio Vermelho, em que a via consta como pavimentada para a prefeitura de Florianópolis, mas na verdade não possui tratamento algum. Com cerca de 106 residências e poucos terrenos vazios a situação é caótica nesta via, principalmente depois de longos períodos de chuva como o da última semana. Mas a situação deve mudar no próximo ano informa a Secretaria Municipal de Obras, que aguarda a liberação da verba pelo governo federal para colocar em prática o projeto. A obra de drenagem e calçamento será realizada com recursos do PAC Pavimentação e o custo deve ultrapassar R$ 500 mil.

Atualmente muitos moradores reclamam, outros se mobilizam, mas a maioria se mantém em silêncio e aguarda sem muita convicção que alguma medida seja de fato tomada. Há 14 anos residindo no local, o policial Roberto Alves conta que já encaminhou dois abaixo-assinados à prefeitura e está prestes a encaminhar o terceiro. "Os moradores estão cansados, muitos nem atendem quando chamo no portão para que assinem a lista; são anos de luta e nenhuma solução", lamenta.

Com tráfego satisfatório de veículos, principalmente no período da noite, o local é um festival de sujeira, mau cheiro e água parada, pois as poças deixadas pela chuva levam dias para secar - um problema de saúde pública! Para Edy Arnhold, que reside no local desde 1998, falta vontade e compromisso com a verdade por parte dos representantes políticos locais. "Passei 12 anos pisando na lama, na poeira e desviando dos buracos quando voltava do trabalho e hoje já estou aposentada e nada mudou. Para amenizar a situação, de vez em quando preciso puxar carros de terra para espalhar na rua", queixa-se a moradora.