terça-feira, 18 de novembro de 2014

Estrada no Morro da Vargem Grande poderá ser pavimentada, mas só em um futuro imprevisível



Muito se fala em "mobilidade urbana", mas na hora de fazer melhorias que realmente previnam as péssimas condições de tráfego em Florianópolis, principalmente no período de verão, as decisões são lentas. Cercadas de muita burocracia as resoluções andam devagar, a revelia da necessidade dos moradores locais e também dos turistas que aqui vêm passar férias.

Asfalto ruim no início da pista
A Estrada Cristóvão Machado de Campos, no morro da Vargem Grande, é um exemplo disso. Esta via, por onde passam muitos carros e motos diariamente, significa um atalho de oito quilômetros para os moradores do Rio Vermelho que vêm do centro e do sul da ilha. Em toda a estrada há iluminação pública e também trechos asfaltados no início dos dois acessos - pela Rodovia João Gualberto Soares e pela SC 403. Porém, na maior parte da via há buracos, pedras e muita poeira. Os motoristas, sem exceção, reclamam das péssimas condições da estrada que resulta em danos ao veículo além de não oferecer segurança.

 Consultada sobre a possibilidade de pavimentação desta Estrada, a Secretaria Municipal de Obras garantiu que a iniciativa consta do plano diretor do município, mas deve ser executada somente no futuro. "Não há previsão de quando isto será feito, pois se a obra for realizada sem o conceito adequado pode incentivar invasões. O projeto também exige cuidados a fim de não potencializar o fluxo de veículos no local", diz o secretário de Obras, engenheiro Rafael Hahne.
 
Enquanto a obra não acontece a secretaria procura manter em dia, na medida do possível, as condições da Estrada Cristóvão Machado de Campos para o tráfego de veículos. Volta e meia solicita à intendência do bairro que realize vistorias e manutenções no local. "Reconhecemos a importância deste trecho para a mobilidade, porém, para uma futura drenagem e pavimentação terá de ser solicitado um estudo e projeto rigorosos, em decorrência do impacto ambiental que o local sofrerá com a pavimentação da via pública", explica Hahne.


Portão se abre para lugar nenhum
Há boa vontade e preocupação, sem dúvida, em manter ambas as partes satisfeitas - moradores que já habitam na região e condutores de veículos, principalmente moradores do Rio Vermelho, que optam pelo trajeto - mas é preciso que a secretaria esteja atenta, por meio de fiscalização rigorosa, à proliferação de casas no local que igualmente acabam por interferir no meio ambiente causando o tão temido efeito negativo.

 
 
 

 

sábado, 18 de outubro de 2014

Não deixe o lixo na calçada

Lixo não recolhido, sacos de dejetos empilhados em frente à residência são coisas que incomodam e irritam qualquer pessoa. Porém, mais uma vez isto aconteceu em algumas ruas do Rio Vermelho neste sábado (18), quando o caminhão da Comcap não passou e o lixo ficou a deriva. Segundo informações da assessoria de imprensa da Comcap, somente na próxima terça-feira será feita a coleta. Até lá é importate que os moradores mantenham os sacos de resíduos dentro das lixeiras ou, os que tiverem, em contentores, a fim de preservar a limpeza e a ordem nas vias.

A Comcap informou ainda que o transtorno ocorreu devido a uma exigência do Sindicato dos Garis que, em acordo coletivo, definiu a necessidade de que cada caminhão circule com três garis. A falta de um destes profissionais em um dos quatro roteiros existentes para a coleta de lixo no Rio Vermelho, exigiu que outro gari fizesse a substituição e tal manobra atrasou o roteiro do caminhão fazendo com que 80% do percurso ficasse sem coleta.

 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Calçadas são alvo de fiscalização pela prefeitura de Florianópolis


Há 51 anos o município de Florianópolis dispõe da Lei das Calçadas http://cm.jusbrasil.com.br/legislacao/1016660/lei-605-63. Na segunda quinzena do mês de setembro deste ano a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimeto Urbano (SMDU) comunicou os proprietários e inquilinos de imóveis, cujas calçadas estejam em desacordo com os padrões estabelecidos, sobre a necessidade de providenciarem seus passeios sob pena de receberem uma multa de R$ 1,8 mil.
 
Os moradores de uma das mais importantes e problemáticas ruas de acesso e tráfego no Rio Vermelho, a Cândido Pereira dos Anjos - com grande movimento de veículos (caminhões, ônibus, carros), pedestres, bicicletas, carroças e cavalos, com seus respectivos cavaleiros bem apressados no comando da rédea - não poderão mais fugir à regra e terão de se adequar aos padrões da velha lei, colocada em prática mais uma vez de maneira rígida. Segundo informações da SMDU, por determinação do Ministério Público de Santa Catarina, todos os proprietários de imóveis têm de concluir as obras de implantação de calçadas na parte frontal de suas propriedades, sob pena de pagar multa. Na Cândido Pereira dos Anjos foram notificadas 189 residências, casas comerciais e haras que tem até 30 de novembro para cumprir a determinação. No caso de descumprimento da lei e não pagamento da multa, esta terá o seu valor dobrado e se novamente não for paga será posta em dívida ativa sujeita a cobrança judicial. 

Algumas situações esdrúxulas na via: pedestre não tem espaço, cercas avançam excessivamente, cavalos e cavaleiros são risco iminente, usuários de ônibus aguardam o coletivo em meio a muito mato...
 
Para muitos residentes no entorno e em servidões próximas à rua Cândido Pereira dos Anjos a determinação é muito bem vinda. "Bem feito, quem sabe com calçadas em toda a extensão da rua as pessoas utilizem o espaço para trafegar e corram menos risco de vida", comenta a costureira Rosália Bezerra, que tem um ateliê de costura no "Travessão". A cuidadora de cães e gatos, Ana Paula Ely, também comemora o cumprimento da legislação, "pessoas e animais terão espaço para caminhar, o que hoje é bem restrito nesta rua super movimentada", diz.

Obras irregulares - A SMDU avisa que o trabalho de melhoramento do espaço urbano em Florianópolis inclui também fiscalização rígida e punição devida a obras irregulares. No ano passado o órgão emitiu 2.190 autos de infração a responsáveis por obras que não estão de acordo com o plano diretor local. Em 2012, 1.339 residentes foram comunicados neste sentido e no ano anterior 1.617.
Muro engoliu poste de iluminação pública
"Não basta apenas ter um Plano Diretor atual e moderno, é preciso respeitá-lo", diz o secretário da pasta, Dalmo Vieira Filho. A fiscalização é feita por 18 fiscais do setor de fiscalização de obras da SMDU, que percorrem os bairros a fim de detectar irregularidades. Os moradores que desejarem entrar em contato com a equipe de fiscalização podem ligar para o telefone 3251-4951 ou entrar em contato pelo site http://www.pmf.sc.gov.br/ouvidoria

A compra de um terreno em Florianópolis também requer muita atenção por parte do comprador, que deve exigir escritura e consulta de viabilidade, esta podendo ser requerida no Pró-Cidadão. No PC o futuro residente entrará com o pedido de aprovação do projeto e, na sequência, do alvará do imóvel. Conforme informações da SMDU, em 2013 foram demolidas 34 obras que não atendiam às exigências previstas na legislação.

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Brincando como antigamente

 
 
Que adulto não lembra com carinho as brincadeiras da infância? A oportunidade para matar a saudade e brincar com os filhos, amigos e com outras crianças é neste domingo, dia 12 de outubro - Dia Nacional da Criança - no terreno da Capela Santa Rita, entre as servidões Caminho das Orquídeas e Caminho do Arvoredo. Traga seus filhos e participe desta grande festa, que começa as 14 horas.

O desafio de trafegar sem faixas de segurança

Acidentes, muitos transtornos e até atropelamentos não são novidade na rua Cândido Pereira dos Anjos. Os fatores que contribuem para criar esta realidade são muitos e não há alternativas fáceis e disponíveis para sanar tantos problemas. Mas uma iniciativa básica a ser tomada é manter claras e bem definidas as faixas de trânsito em linha contínua, que indicam proibição de ultrapassagem, regra prevista no Código de Trânsito Brasileiro e do conhecimento de qualquer motorista que tenha passado pela autoescola. Porém, como é possível respeitar algo que não existe? Ou seja: a faixa dupla, que indica impossibilidade de ultrapassagem entre veículos, inexiste ou está muito apagada e com a pintura gasta em quase metade da rua Cândido Pereira dos Anjos. Este é só um exemplo, pois certamente o problema se repete em outras ruas no Rio Vermelho...

De acordo com informações do setor de trânsito do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF), a falta de conservação das faixas ocorre em função de problemas internos no instituto, um deles é a posse da nova diretoria, mas os trabalhos devem ser retomados em breve. O IPUF possui, inclusive, estudos para definir como será feita a manutenção e pintura destas faixas em todas as regiões de Florianópolis. O trabalho sempre inicia pelas áreas povoadas por escolas e creches. Em segundo lugar vêm os locais com maior fluxo de veículos e pedestres, no Centro, e finalmente os bairros em geral.

Resta aguardar e torcer para que os trabalhos sejam retomados logo, e com as novas faixas claras e bem definidas possa haver uma diminuição dos transtornos e acidentes nas vias. O ideal seria que as faixas de trânsito em linha contínua nunca perdessem a cor, nem a validade, pois apesar de "presumíveis" elas inexistem aos olhos dos condutores que trafegam pela Cândido Pereira dos Anjos e são motivo de muitas e constantes imprudências.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

A espera de pavimentação

 
 
A Servidão Manoel Pedro Teixeira é um entre tantos casos semelhantes no Rio Vermelho, em que a via consta como pavimentada para a prefeitura de Florianópolis, mas na verdade não possui tratamento algum. Com cerca de 106 residências e poucos terrenos vazios a situação é caótica nesta via, principalmente depois de longos períodos de chuva como o da última semana. Mas a situação deve mudar no próximo ano informa a Secretaria Municipal de Obras, que aguarda a liberação da verba pelo governo federal para colocar em prática o projeto. A obra de drenagem e calçamento será realizada com recursos do PAC Pavimentação e o custo deve ultrapassar R$ 500 mil.

Atualmente muitos moradores reclamam, outros se mobilizam, mas a maioria se mantém em silêncio e aguarda sem muita convicção que alguma medida seja de fato tomada. Há 14 anos residindo no local, o policial Roberto Alves conta que já encaminhou dois abaixo-assinados à prefeitura e está prestes a encaminhar o terceiro. "Os moradores estão cansados, muitos nem atendem quando chamo no portão para que assinem a lista; são anos de luta e nenhuma solução", lamenta.

Com tráfego satisfatório de veículos, principalmente no período da noite, o local é um festival de sujeira, mau cheiro e água parada, pois as poças deixadas pela chuva levam dias para secar - um problema de saúde pública! Para Edy Arnhold, que reside no local desde 1998, falta vontade e compromisso com a verdade por parte dos representantes políticos locais. "Passei 12 anos pisando na lama, na poeira e desviando dos buracos quando voltava do trabalho e hoje já estou aposentada e nada mudou. Para amenizar a situação, de vez em quando preciso puxar carros de terra para espalhar na rua", queixa-se a moradora.


sábado, 13 de setembro de 2014

Caminho das Orquídeas, outra rua calçada no Rio Vermelho




Finalmente, depois de seis meses de trabalho e algumas interrupções, a Servidão Caminho das Orquídeas está lajotada e com os devidos escoadouros para a água da chuva. A alegria dos moradores é percebida pelo cuidado com que a maioria tem tratado a sua calçada. Cada um, a sua maneira, melhora o entorno da moradia. "Acabou o pesadelo do barro, das poças, dos buracos e da poeira", comemoram muitos dos que vivem nesta servidão há décadas. 



Abrigos de ônibus melhores só em 2015

Usados por muitos trabalhadores e moradores em geral que se deslocam do Rio Vermelho para outros locais da ilha, os abrigos de ônibus à disposição na rua Cândido Pereira dos Anjos são desconfortáveis e não oferecem nenhuma segurança; não possuem iluminação e são desprotegidos, no caso de chuva, ou nos dias quentes de sol. Dos cerca de dez pontos apenas quatro oferecem certo conforto para os que aguardam o transporte coletivo.


Mas a situação pode melhorar a partir de 2015, quando a rua Cândido Pereira deve receber seis novo abrigos  de ônibus. "Serão licitados entre 100 e 200 novos abrigos de ônibus em Florianópolis e meia dúzia destes serão instalados na Costa do Moçambique", garante o fiscal da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, Maurício Carlos Pereira. O modelo dos novos abrigos será semelhante ao recentemente instalado entre as servidões Caminho do Arvoredo e Caminho das Gerberas. 

Segundo o fiscal, este tipo de instalação é "a prova de vandalismo", pois o problema de depredação nos pontos de ônibus é recorrente e atinge a ilha e também o continente. "O estrago é obra de viciados em drogas que destroem os abrigos a fim de roubar e depois vender itens de fiação da iluminação, e alumínio da estrutura. Há danos desde o Estreito até o norte da ilha. Daí a criação deste novo modelo de abrigo de aço galvanizado que também resiste a ferrugem. E adiante colocaremos vidro na lateral para proteger da chuva."

Outra iniciativa visa garantir o serviço de manutenção dos abrigos de ônibus, técnicos e de asseio, porém, sem gastos excessivos para a prefeitura. "Este serviço será responsabilidade das empresas que utilizam os abrigos como espaço publicitário, e escolhidas por meio de licitação a partir de 2015, conta Maurício Pereira. Atualmente, a manutenção dos abrigos de ônibus de Florianópolis é 40% feita pela administração municipal e 60% por conta dos anunciantes. 


terça-feira, 22 de julho de 2014

O problema do lixo


Pelo menos uma vez por semana sacos e mais sacos de lixo não são recolhidos e se acumulam na frente das casas localizadas nas transversais da rua Cândido Pereira dos Anjos, no Rio Vermelho. A coleta, que deveria ser feita pela Comcap três vezes na semana, ocorre somente duas, isto acontece há mais de um mês na Servidão Caminho das Orquídeas, por exemplo. A alegação, primeiro, era de que como a via estava sendo lajotada o caminhão não podia passar. Assim os moradores tinham que colocar os sacos de resíduos das suas casas em uma das servidões vizinhas. É fato que tal situação gerou muitos problemas entre moradores...

Como a obra da Servidão Caminho das Orquídeas ainda duraria mais algumas semanas foi preciso contatar a Comcap e ver como seria feita a coleta. O gerente do departamento de coleta, Paulo Pinho, prometeu providências e naquela semana o recolhimento do lixo funcionou. Porém, na semana seguinte falhou e novamente as ruas foram invadidas por sacolas de lixo, muitos abertos e espalhados pelo exército de cães que rondam a redondeza. Novamente foi preciso telefonar para a Comcap, mas informaram que o gerente, Paulo Pinho, estava em uma reunião. Então procurei conversar com o gerente da coleta do dia, Zenilton Custódio da Silva, mas o telefone não atendeu. Finalmente recorri à ouvidora da Comcap, onde uma estagiária registrou a queixa, que não é só minha, mas de todos os moradores da area. Segundo informou a funcionária da ouvidoria seria enviado um “protocolo” a um dos gerentes que terá cinco dias uteis para responder. Ou seja: o lixo segue lá na rua e é um problema de saúde pública. Enquanto isso, na Comcap, o serviço de coleta segue irresponsável e indisciplinado. E o cidadão sofre com tanto descaso. 

sábado, 12 de julho de 2014

Obra inacabada frustra moradores


Tarja preta na placa da prefeitura
A suspenção há mais de uma semana dos serviços de drenagem e calçamento da Servidão Caminho das Orquídeas, no Rio Vermelho, é um desrespeito aos residentes locais e demonstra a falta de compromisso da prefeitura com o local e seus moradores. A via começou a receber tratamento no final de março e a previsão para o encerramento dos trabalhos era de 150 dias – fim de junho, início de julho mais ou menos -, data que já expirou.

O serviço de calçamento na Servidão Caminho das Orquídeas já havia sido interrompido outras vezes, mas nunca por tanto tempo, quase duas semanas... Questionada sobre o motivo de interrupção do trabalho a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Obras garantiu não ter sido comunicada oficialmente sobre nada disso. A falta de informações e de uma solução para a situação por parte da prefeitura serve para reforçar a suspeita de que a falta de pagamento – alegada pelos prestadores de serviço e que virou motivo de chacota entre os moradores – seja o motivo para a obra ainda estar inacabada. No entanto, isso não justifica tamanho descaso...

Com pouco mais de 1.200 metros a Caminho das Orquídeas começou a ser lajotada faltando 70 metros do ponto onde termina, na direção das dunas – área que segundo informou a Secretaria de Obras é considerada de preservação, portanto, não é parte da via e como tal não recebe tratamento. A situação desta servidão atualmente causa estranheza aos que nela trafegam, a pé ou de carro, pois os 70 metros finais, assim como os 350 metros iniciais da via seguem sendo de chão batido. Por enquanto a rua está calçada só na parte interna, cerca de 800 metros, e nessa extensão há bueiros inacabados que oferecem risco ao tráfego de pedestres, de animais e de carros. Até quando?...

sexta-feira, 28 de março de 2014

Pavimentação bem vinda

Quem vive ou circula pela Servidão Caminho das Orquídeas, no Rio Vermelho, já comemora o início da obra de calçamento desta via - uma das mais antigas do bairro -, há muito esperada. Licitada no dia 11 de março pela prefeitura de Florianópolis, a Empreiteira Arruda Ltda fará o serviço de drenagem e pavimentação, estimado em R$ 414.534,62. O prazo para conclusão da obra é de cinco meses.

Nesta sexta-feira (28) o vice-prefeito, João Amin, e o secretário municipal de Obras, Domingos Zancanaro, entregaram ordens de serviço às respectivas empresas responsáveis pela realização das obras de drenagem e pavimentação de duas ruas no Rio Vermelho - Servidão Caminho das Orquídeas e Servidão Manoel Cesário Coelho -, e de outras três vias no bairro de Ingleses; as servidões Amor Perfeito, Calêndula e Paulo Freire.

Outras nove ruas e servidões nos bairros de Jurerê, Cachoeira do Bom Jesus, Ponta das Canas e Barra da Lagoa também foram beneficiadas e a entrega das ordens de serviço será feita na próxima segunda-feira (31). Em Jurerê será pavimentada a Rua Dário João de Souza; na Cachoeira do Bom Jesus, a Servidão João Clímaco dos Santos; em Ponta das Canas, as servidões Manoel Belmiro Coelho e Cândido Serafim de Oliveira, e a Travessa Benvinda Maria Anacleto; além da Servidão Reduzino Virgílio Teixeira, na Barra da Lagoa. As informações são da assessoria de imprensa da secretaria de Obras de Florianópolis.

Sem dúvida tais obras animam os moradores, porém, faltam tantas outras que ainda precisam ser feitas. Uma delas é a criação de uma rotatória no final da Rua Caminho do Travessão no acesso à Rodovia João Gualberto Soares.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

A insegurança nossa de cada dia...

Mais uma vez fiquei perplexa com o andamento das coisas neste nosso Brasil varonil, mais exatamente na cidade de Florianópolis. Na semana que passou, integrantes da fifa e representantes de clubes de futebol de diversos países estiveram na ilha para observar as condições de mobilidade para a copa do mundo 2014. A "turma", instalada no Costão do Santinho Resort, mobilizou a mal treinada polícia local.

Na quarta-feira (19) quando voltava do trabalho, de carro, deparei-me com a total falta de noção quanto à maneira como havia sido organizado o trajeto para aqueles que vinham de Canasvieiras pela Cachoeira do Bom Jesus, Ingleses e finalmente Santinho e Rio Vermelho. Na via que sai da Cachoeira e desemboca na SC-403, a única sinalização era feita por cones... Nenhum policial no entorno. A disposição dos cones mostrava que os carros deveriam ir até o Parque de Águas - Acqua Show - e fazer o retorno para então seguirem até Ingleses.

Porém, este é um detalhe sórdido, a fila de motoristas estava pela sua própria conta e risco, não havia um policial sequer para auxiliar estes condutores a fim de que fizessem o trajeto com segurança. Aliás, a segurança estava toda concentrada no Costão do Santinho, protegendo os promotores do evento que supostamente pretende reunir pessoas como estas que lutavam para trafegar naquele caos de estrada, escura, insegura e saturada de carros, motos e transeuntes.

Ironia, mas neste momento passa um carro da polícia, correndo desenfreado em direção ao bairro de Ingleses. Por um segundo tive a impressão que viria para auxiliar. Surpresa, passou reto, avançando apressado e com as luzes "giroflex" piscando e atrapalhando ainda mais a já escura e mal iluminada SC-403 que só recebe a iluminação dos faróis. Incrivelmente, adiante, já em Ingleses, encontramos a mesma viatura, agora a nossa frente e novamente "amarrando" o trânsito. Parecia procurar algum endereço...

Lamentável o tratamento que recebe o cidadão residente em Florianópolis, a exemplo do povo brasileiro em geral. No dia seguinte, pela manhã, no retorno para o trabalho, outra constatação de desrespeito e irresponsabilidade por parte dos que são pagos para garantir o mínimo de segurança: uma viatura trafegava pela calçada na avenida principal de Ingleses, já congestionada àquela hora no acesso à SC-403. Inacreditável...

domingo, 5 de janeiro de 2014

Falta água e falta respeito com o cidadão

Longe do blog há 20 dias – um trabalho “de verão” me requisitou - encontrei alguns minutos para registrar algo que tenho observado em Florianópolis. A capital catarinense é sim bonita, tem uma natureza avantajada, principalmente nos bairros a beira mar. No entanto, carece de muitas coisas indispensáveis, entre elas infra-estrutura de fato, real e completa, para receber tantos turistas que vêm em volume cada vez maior para a ilha.

Em um lugar que é destino turístico há tantos anos, não sei exatamente há quantas décadas a terra dos manes começou a ser a preferida entre muitos brasileiros e estrangeiros para o período de férias, não pode faltar água. Infelizmente é isto o que se vê: torneiras secas em pleno verão, com temperaturas altíssimas e população triplicada. Nos dois últimos dias a situação acalmou por causa da mudança de temperatura, chuva e alívio parcial. Mas até quando?...

Não vi este problema de água no Rio Vermelho, por enquanto só faltou luz - o que também é péssimo -, mas em locais do norte da ilha como Canasvieiras, Ingleses e outros a situação estava de arrepiar. Na última semana, diariamente vi passar não menos do que vinte a trinta  caminhões pipa que abasteciam hotéis e pousadas de água potável, pois as torneiras estavam secas. Cada qual explica como pode, mas a reclamação da maioria está no serviço prestado pela Casan, que ano a ano prorroga a realização das melhorias necessárias e, volta e meia, culpa a Celesc. E nada acontece.

O que parece é que em Florianópolis prosperam os interesses individuais: falta água e falta luz, os moradores que se virem e os turistas que vão embora de uma vez. Esta parece ser a mentalidade por estas bandas. Profissionalismo é raro, há muita improvisação. O que é ruim...

Reclamar não é a única intenção, o que estou colocando neste post é uma situação vigente que incomoda. A Casan e a Celesc no jogo de empurra empurra sobre os problemas parecem lucrar com o caos. Imagina se de repente cria-se esta dificuldade e dela nasce um novo nicho de mercado. Exemplo: sem água as empresas de caminhão pipa aumentam seus rendimentos, vendendo um bem que é direito de todos e que não é passível de cobrança.
  
Como bem lembrou a Fundação Brasil Cidadão  http://www.brasilcidadao.org.br/: “(...)Faz-se necessária uma nova cultura da água na qual se priorize seu uso como um direito humano inalienável e se realize uma gestão ecossistêmica sustentável deste recurso em lugar de considerá-lo, como se fez até agora, como um mero produto mercantil.”