Longe
do blog há 20 dias – um trabalho “de verão” me requisitou - encontrei alguns
minutos para registrar algo que tenho observado em Florianópolis. A capital
catarinense é sim bonita, tem uma natureza avantajada, principalmente nos
bairros a beira mar. No entanto, carece de muitas coisas indispensáveis, entre
elas infra-estrutura de fato, real e completa, para receber tantos turistas que
vêm em volume cada vez maior para a ilha.
Em
um lugar que é destino turístico há tantos anos, não sei exatamente há quantas
décadas a terra dos manes começou a ser a preferida entre muitos brasileiros e
estrangeiros para o período de férias, não pode faltar água. Infelizmente é
isto o que se vê: torneiras secas em pleno verão, com temperaturas altíssimas e
população triplicada. Nos dois últimos dias a situação acalmou por causa da
mudança de temperatura, chuva e alívio parcial. Mas até quando?...
Não
vi este problema de água no Rio Vermelho, por enquanto só faltou luz - o que
também é péssimo -, mas em locais do norte da ilha como Canasvieiras, Ingleses
e outros a situação estava de arrepiar. Na última semana, diariamente vi passar
não menos do que vinte a trinta caminhões pipa que abasteciam hotéis e
pousadas de água potável, pois as torneiras estavam secas. Cada qual explica
como pode, mas a reclamação da maioria está no serviço prestado pela Casan, que
ano a ano prorroga a realização das melhorias necessárias e, volta e meia,
culpa a Celesc. E nada acontece.
O
que parece é que em Florianópolis prosperam os interesses individuais: falta
água e falta luz, os moradores que se virem e os turistas que vão embora de uma
vez. Esta parece ser a mentalidade por estas bandas. Profissionalismo é raro,
há muita improvisação. O que é ruim...
Reclamar
não é a única intenção, o que estou colocando neste post é uma situação vigente
que incomoda. A Casan e a Celesc no jogo de empurra empurra sobre os problemas
parecem lucrar com o caos. Imagina se de repente cria-se esta dificuldade e
dela nasce um novo nicho de mercado. Exemplo: sem água as empresas de caminhão
pipa aumentam seus rendimentos, vendendo um bem que é direito de todos e que
não é passível de cobrança.
Como
bem lembrou a Fundação Brasil Cidadão http://www.brasilcidadao.org. br/:
“(...)Faz-se necessária uma nova cultura da água na qual se priorize seu
uso como um direito humano inalienável e se realize uma gestão ecossistêmica
sustentável deste recurso em lugar de considerá-lo, como se fez até agora, como
um mero produto mercantil.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário